ENGULA O MUNDO
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
A Flor e a Náusea - Carlos Drummond de Andrade
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Por fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto
Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros. É feia.
Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
(Carlos Drummond de Andrade)
quarta-feira, 23 de abril de 2014
A implosão da mentira
Mentiram-me.
Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,
alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente
que acho que mentindo história afora,·vão enganar a morte eternamente.
Mentem, mentem e calam,
mas as frases falam e desfilam de tal modo nuas
que mesmo o cego pode ver a verdade
em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns
é cara e escura,
mas não se chega à verdade pela mentira
nem à democracia pela ditadura.
Evidentemente crer que uma flor nasceu
em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo
permanentemente.
Mentem, mentem caricaturalmente,
mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem como o espelho transparente
mentem deslavadamente como nenhuma
lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o rio
mentem com a cara limpa e na mão
o sangue quente,
mentem ardentemente como doente nos
seus instantes de febre,
mentem fabulosamente
como o caçador que quer passar gato por lebre
e nessa pilha de mentiras a caça é que
caça o caçador
e assim cada qual mente indubitavelmente.
Mentem partidariamente,
mentem incrivelmente,
mentem tropicalmente,
mentem hereditariamente,
mentem, mentem e de tanto mentir
tão bravamente
constroem um país de mentiras diariamente.
Alfonso Romano Del Santanna
(sobre as mentiras que a ditadura pregava, mas facilmente aplicável aos dias atuais)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Você já validou alguém hoje?
Todo mundo é inseguro, sem exceção.
Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1.
O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros.
Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros.
Está totalmente fora do nosso controle.
Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém.
Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer : "Você tem significado para mim".
Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz : "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase : "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros.
Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia.
Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
(texto de Stephen Kanitz, administrador por Harvard - www.kanitz.com.br)
domingo, 8 de agosto de 2010
Espanto, osso e Ferreira Goulart
O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na
tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia?
Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Goulart. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia?
Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Goulart. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
Marcadores:
Ferreira Goulart,
FLIP,
osso,
poesia
domingo, 21 de junho de 2009
Encontre um Amante...!
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!"
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é "aquilo que nos apaixona".
É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Podemos encontrar o nosso amante em nosso parceiro, que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".
E o que é "ir levando"?Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo e se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista da SUA VIDA...
Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
"PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".
(Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO - tradução do original "Hay que buscarse un Amante")
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!"
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é "aquilo que nos apaixona".
É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Podemos encontrar o nosso amante em nosso parceiro, que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".
E o que é "ir levando"?Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo e se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista da SUA VIDA...
Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
"PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".
(Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO - tradução do original "Hay que buscarse un Amante")
domingo, 24 de maio de 2009
KERS- Aproveitamento da energia inercial
Aproveitamento da energia inercial – Sistema KERS
O presente trabalho visa explanar os diferentes sistemas de reaproveitamento de energia inercial, com especial atenção ao “inovador” KERS da competição automobilística Fórmula 1.
Foi incorporada, no vigente ano de 2009, a permissividade de utilização de um sistema de reaproveitamento de energia inercial (KERS) nos veículos de competição da Fórmula 1. Porém, o objetivo principal atual não é a redução no consumo de combustível e consequentemente, a de emissão de poluentes na atmosfera, pois as regras desta competição não restringem a quantidade de combustíveis fóssil-sintéticos utilizados. O KERS, como é chamado, é a sigla para Kinetic Energy Recovery System e tem com principal objetivo um incremento de potência no propulsor da ordem de 60 kW (80 CV) por um período máximo de 6.7 segundos, totalizando 400 KJ de energia. Lembrando que o recarregamento do sistema se dá durante o processo de redução de velocidade (frenagem), pois a energia que seria dissipada em forma de calor pelos freios é redirecionada pelo inovador dispositivo.
As diferentes possibilidades de aproveitamento não foram limitadas ou especificadas, como por exemplo, a equipe Ferrari, que utiliza uma máquina elétrica síncrona (ora motor, ora gerador) acoplada diretamente à transmissão por engrenagem, esse motor-gerador está ligado a uma bateria capacitiva de alta tensão (400 Ah e >300 V).
Apesar de parecer novo, essa tecnologia já era utilizada nos antigos ônibus elétricos, aqueles ligados diretamente à rede elétrica por meios de hastes, em brinquedos movidos à fricção e também na maioria de veículos automotivos elétricos e híbridos, que recarregam as baterias na frenagem e/ou no processo de “freio motor” (manutenção da velocidade em descidas íngremes).
No caso dos ônibus elétricos, um volante inercial (contrapeso) é impulsionado em alta rotação antes da parada do veículo e será usado depois na saída do mesmo. Tal medida objetiva que o motor elétrico não parta da rotação inicial, o que traria implicações em picos de corrente e problemas no fator de potência da rede elétrica.
Todas as formas de utilização parecem divergir em seus objetivos, mas o certo é que o desenvolvimento dessa tecnologia beneficiará diretamente a sociedade, pois a tendência mundial é a mudança da atual frota por outra híbrida (pequeno motor à explosão combinado com outro elétrico) no intuito de reduzir as emissões e ninguém melhor que a Fórmula 1 para aprimorar tal tecnologia, pois o fator peso, eficiência e talvez o custo (para 2010) são explorados ao máximo, tecnologia essa posteriormente incorporada à poluidora frota veicular.
O presente trabalho visa explanar os diferentes sistemas de reaproveitamento de energia inercial, com especial atenção ao “inovador” KERS da competição automobilística Fórmula 1.
Foi incorporada, no vigente ano de 2009, a permissividade de utilização de um sistema de reaproveitamento de energia inercial (KERS) nos veículos de competição da Fórmula 1. Porém, o objetivo principal atual não é a redução no consumo de combustível e consequentemente, a de emissão de poluentes na atmosfera, pois as regras desta competição não restringem a quantidade de combustíveis fóssil-sintéticos utilizados. O KERS, como é chamado, é a sigla para Kinetic Energy Recovery System e tem com principal objetivo um incremento de potência no propulsor da ordem de 60 kW (80 CV) por um período máximo de 6.7 segundos, totalizando 400 KJ de energia. Lembrando que o recarregamento do sistema se dá durante o processo de redução de velocidade (frenagem), pois a energia que seria dissipada em forma de calor pelos freios é redirecionada pelo inovador dispositivo.
As diferentes possibilidades de aproveitamento não foram limitadas ou especificadas, como por exemplo, a equipe Ferrari, que utiliza uma máquina elétrica síncrona (ora motor, ora gerador) acoplada diretamente à transmissão por engrenagem, esse motor-gerador está ligado a uma bateria capacitiva de alta tensão (400 Ah e >300 V).
Apesar de parecer novo, essa tecnologia já era utilizada nos antigos ônibus elétricos, aqueles ligados diretamente à rede elétrica por meios de hastes, em brinquedos movidos à fricção e também na maioria de veículos automotivos elétricos e híbridos, que recarregam as baterias na frenagem e/ou no processo de “freio motor” (manutenção da velocidade em descidas íngremes).
No caso dos ônibus elétricos, um volante inercial (contrapeso) é impulsionado em alta rotação antes da parada do veículo e será usado depois na saída do mesmo. Tal medida objetiva que o motor elétrico não parta da rotação inicial, o que traria implicações em picos de corrente e problemas no fator de potência da rede elétrica.
Todas as formas de utilização parecem divergir em seus objetivos, mas o certo é que o desenvolvimento dessa tecnologia beneficiará diretamente a sociedade, pois a tendência mundial é a mudança da atual frota por outra híbrida (pequeno motor à explosão combinado com outro elétrico) no intuito de reduzir as emissões e ninguém melhor que a Fórmula 1 para aprimorar tal tecnologia, pois o fator peso, eficiência e talvez o custo (para 2010) são explorados ao máximo, tecnologia essa posteriormente incorporada à poluidora frota veicular.
sábado, 9 de maio de 2009
Alimente-se de "PRANA"
A força física nao esta nos musculos... A força fisica esta na concentraçao energética da musculatura.A concentraçao energetica da musculatura esta no plexo solar...Tem uma coisa importante que muitas pessoas ainda nao entenderam a respeito da alimentaçao pranica. Nao somos pessoas fracas e desnutridas... Somos seres que modificamos a fonte de abastecimentos do nosso corpo fisico e isso nos dá mais força corporal do que as pessoas que se abastecem de elementos solidos e pesados.Quando aprendemos a nos alimentar da luz (prana), aprendemos junto com esta nova forma de energizaçao a controlar vibratoriamente toda a musculatura de nosso corpo.Quando falo que a força fisica vem do plexo solar, quero dizer que vibratoriamente toda a energia que voce precisa para realizar algum exercicio fisico mais forte vem do centro de seu corpo, da parte abdominal, onde a energia corporal esta concentrada vibratoriamente. Aprender a usar essa força é uma questao de consciencia e nao de preparo fisico.Nao ha necessidade de exercicios... Mas se a pessoa quiser faze-los, nada as impede de realizar qualquer tipo de tarefa fisica, seja qual for.Os seres que se alimentam de prana aprendem a normalizar suas funçoes fisicas. Sao pessoas que respiram melhor, pensam melhor, agem com mais clareza e realizam qualquer tarefa pessoa sem sofrimentos, dores ou cansaços...A energia vital esta sempre ativada pela luz.A massa corporal tambem é facil de ser adquirida quando nos alimentamos de prana. O primeiro passo é se livrar das imagens fisicas programadas pela sociedade e reconstruir uma imagem fisica adaptada para o novo ser.A projeçao fisica é mental... Cada um tem o poder de ser fisicamente aquilo que projetar mentalmente.As celulas podem aumentar ou diminuir de tamanho de acordo com a vontade de cada pessoa.Aqueles que querem aumentar o tamanho muscular, precisam apenas projetar esse aumento mentalmente e enviar essa mensagem para as celulas musculares. O processo de ganhar peso depende muito da força mental de cada um. Os seres que vivem de luz conscientemente, normalmente sao pessoas fortes, saudaveis, esquios mais musculosos, divertidos, calmos e extremamente pacificos, por isso nao se envolvem em disputas e competiçoes fisicas. Os exercicos sao opcionais... Eu gosto de caminhar, mas nao pelo exercicio fisico e sim pelo prazer de respirar ar puro, ver passaros, flores, arvores, ceu...Cada um escolhe o que mais lhe taz alegria e segue seu caminho da forma mais harmonioza e feliz possivel. A luz nao tem limites... Nem fisico, nem energetico e nem vibracional...Temos uma infinidade de possibilidades a nossa disposiçao... A escolha é de cada um. Voce será o que quiser ser!!
Assinar:
Postagens (Atom)